O conflito entre o ego e a inteligência emocional

gorilaA nossa sociedade vive uma crise histérica, porém, silenciosa, de carência afetiva. Aliás, hoje isto é mais visível em consequência do boom das redes sociais, que vomitam os sentimentos mais escabrosos em nossos ‘feeds’: amor, ódio, vingança, solidão, desejo de ser reconhecido, necessidade de alimentar o ego, etc.

O que todo ser vivo pensante quer? Encontrar a felicidade. Muitas vezes essa busca está intimamente relacionada ao encontro da pessoa ideal, aquela que vai te completar, como feijão com arroz. Quando o grau da carência afetiva está em estágio avançado, a grande maioria das pessoas normalmente confunde ‘necessidade’ com ‘amor’ e, não sempre, o resultado é a decepção.

Conheço pessoas que rezam na cartilha do “caiu na rede, é peixe” e saem por aí pegando tudo. Sem preconceito, porque cada uma tem as suas ideologias e com  o mínimo de ética é possível agir sem prejudicar o próximo. Mas vale a observação: salvo raríssimas exceções, elas são mais infelizes. Por alguns instantes, o ego é alimentado pela novidade, depois muitas se entregam ao alcoolismo. Haja bebida para preencher tamanho vazio, o buraco, o vácuo da ausência daquilo que mais queriam: se sentir verdadeiramente amadas.

Sem tomar consciência, essas pessoas continuam se iludindo e enganando seus companheiros, namorado(a)s, maridos, esposas, num ciclo vicioso de insatisfação consigo mesmo e com os outros, sem entender que a forma de se relacionar é que sustenta o amor. O amor sozinho (quando existe) não sustenta o relacionamento. Dificilmente alguém vai amar uma pessoa incondicionalmente se ela se sentir menosprezada, a menos, claro, que ela seja isenta de qualquer resquício de amor próprio. O amor ao próximo necessita do amor próprio para equilibrar.

Quanto ao ego, ele é um campo minado. O ego nasceu na sociedade para saciar desejos e tudo o que é superficial. O ego é o impostor que se alimenta de futilidades. Não tem nada a ver com o amor. Ele desvia o ser pensante da inteligência emocional.

Enganar, dissimular, trair são coisas que devem dar um trabalho medonho. Primeiro a pessoa tem que ser boa na mentira, caso contrário vai cair em contradição. Segundo, ela tem que estar preparada para administrar esse segundo relacionamento. Certamente, um dos dois ou ambos vai querer continuidade e daí as mentiras, que provavelmente não têm as pernas longas da Ana Hickman, mas as perninhas do Nelson Ned, serão cada dia mais frequentes. Tenho preguiça só em pensar.

A verdade é que cada um sabe onde o sapato aperta, mas que vida miserável deve ser conviver ao lado de alguém que não nos ama. Não é à toa que muita gente fraqueja e bebe litros de álcool pra suportar.

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