Fitinha dos 3 pedidos rasgará mais rápido, para a alegria dos fiéis

pulseira

Hoje mesmo eu estava conversando com minha mãe pelo telefone a respeito de como a indústria está produzindo coisas descartáveis, prontas para se deteriorar em pouco tempo e em consequência disso nós somos obrigados a consumir novamente. A qualidade e a longevidade desses produtos, especialmente os eletrodomésticos, foram suplantadas pelo êxito do capitalismo. Mas, pasme. No mundo da espiritualidade essa prática também foi adotada.

Lembra daquela fitinha do Senhor do Bonfim, que a pessoa amarra no braço com três nós, e, a cada nó, faz um pedido, sabendo que quando a fitinha rasgar os pedidos serão realizados? Pois é. Elas eram confeccionadas com poliéster, um material sintético que demora a se decompor, mas agora serão fabricadas com tecido de algodão, pra se desfazer com mais facilidade – uma estratégia de marketing do Senhor do Bonfim para agilizar os pedidos dos devotos. Dã!

Tá duvidando? Leia a notícia original aqui.

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2 comentários sobre “Fitinha dos 3 pedidos rasgará mais rápido, para a alegria dos fiéis

  1. Estimada Amiga,

    Lamentável o conceito cultural mantido ao longo de séculos e exacerbado pela tendência de manter, na grande maioria de nós, imersos ao consumo cego – eis uma das mazelas do Capitalismo mal conduzido.
    Não me lanço contra o atual sistema, posto que acredito da sua eficiência caso nossas escolhas sejam mais conscientes quanto aos representantes que lá estarão a legislar e defender os direitos concretos pertinentes ao povo; caso ainda nós também aprendamos de modo responsável a postura do ser-social ativo em plena acepção da palavra.
    No entanto, traz-nos um sentimento ruim quanto à má qualidade dos bens de consumo, de modo que nos mantenha sujeitos a comprarmos mais e mais em virtude da “necessidade de reposição” constante disto ou daquilo, objetos ambicionados por nós.
    Somos convocados, pelas vias naturais do progresso – seja ele amoroso ou impositivo, a uma reflexão do que estamos nós a fazer no mundo, pelo mundo e por nós. Enquanto tão somente tentarmos digerir o que remanesce em termos de consumação, estaremos sim à mercê desse jogo instigante de ter e tão-somente ter feitos marionetes da força dominante do Sistema.
    Talvez as forças maiores, intituladas como tiver que ser pelas religiões, estejam a nos convidar para uma atitude mais amadurecida e responsável em face ao uso dos recursos naturais e nos levantem questões do tipo “o que me cabe?”, “o quanto disto eu preciso?”, “o que me satisfaz de verdade?”.
    Até lá, muito da natureza escoará pelos nossos cestos de lixo em função do atendimento midiático para permanecer o ser-belo e estar em voga.

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