Chega de filmes! Vamos tomar um café com Hemingway?

Recentemente fiz uma autocrítica e percebi que tava usando quase todo o meu tempo livre assistindo a filmes e séries. Então, resolvi dar uma pausa na sétima arte pra retomar algumas leituras, procurar livros novos e, assim, oxigenar meu cérebro sedento de informação.

Afinal, as tardes de domingo não são suficientes para aprender coisas que só são possíveis encontrar nos livros. Outro ponto que levei em conta foi a necessidade de receber algum retorno no investimento que eu fiz ao assinar 3 meses de Kindle Unlimited por R$ 1,99/mês. 

Foi assim que me envolvi com a História Bizarra da Psicologia, de Raquel Sodré. Ela conta que as últimas décadas do século 20 não existiam tratamentos satisfatórios para as doenças mentais. Os médicos provocavam choques elétricos nos pacientes, tiravam pedaços do cérebro e injetavam insulina para “curar” esquizofrenia, por exemplo. 

Nada do que eu já soubesse até chegar ao capítulo 4, momento em que a autora narra o triste fim do escritor Ernest Hemingway (1899 – 1961). Ele participou de 36 sessões de eletroconvulsoterapia (tratamento conhecido como eletrochoque) para tentar aliviar os sintomas da depressão que o atormentavam.

Segundo um amigo da família, Hemingway implorava de joelhos para não voltar à clínica, mas não adiantava: era forçado a ir, pois a família acreditava no benefício daquele procedimento.

O escritor participou das duas guerras mundiais, sobreviveu a dois acidentes de avião, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura e teve seus livros queimados pelos nazistas. Seu nome foi dado a um corpo celeste que orbita o sol.

Sempre tive curiosidade de saber mais sobre a vida de Hemingway, aí pensei que poderia existir algum filme ou documentário nas plataformas de streaming. Pra minha grata surpresa, encontrei estas duas belezinhas na Amazon Prime que recomendo fortemente:

 

Hemingway e Gellhorn (2013)

Com roteiro escrito por Barbara Turner e Jerry Stahl, Hemingway (Clive Owen) e Martha (Nicole Kidman) resgata a história do casal, repleta de momentos de amor e tensão. Eles se conhecem em um bar e logo surge uma viagem para a Espanha. 

Martha vai como correspondente e Hemingway é parte da equipe de uma produção de filmes favoráveis aos republicanos. Em meio a diversos conflitos, famílias dizimadas, pessoas feridas e homens agindo com abuso de poder, o casal se apaixona e vive um tórrido romance.

 

Ernest Papa Hemingway: Uma História Verdadeira (2015)

Sob a direção de Bob Yari, o drama biográfico Papa Hemingway: Una História Verdadeira narra o início da amizade entre o jornalista americano Denne Petitclerc (Ed Meyers) e o escritor Ernest Hemingway (Adrian Sparks) e sua esposa Mary (Joely Kim Richardson).

Entre idas e vindas de Ed a Cuba, Papa Hemingway (como Ernest gostava de ser chamado), passa a conhecer mais a história do jovem jornalista e a ajudá-lo a encontrar a voz como escritor. Ed, por sua vez, descobre todas as nuances do temperamento do autor que sempre o inspirou. Tudo isso acontece a partir de 1959, então, temos como pano de fundo a Revolução Cubana, com toda a sua truculência rondando os personagens.

 

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