Afinal, quem é Enola Holmes?

Enola Holmes é um produto da Inglaterra do século 19, dominada por um movimento radical de mulheres que reivindica direitos sociais e políticos.

Usuários do Twitter ficaram surpresos ao descobrir que Enola Holmes e Sherlock Holmes são irmãos. O filme Enola Holmes (2020), estreado recentemente na Netflix, aumentou a curiosidade e a busca desenfreada na internet por informações sobre a família Holmes. 

O obra apresenta Millie Bobby Brown, a estrela de Stranger Things, no papel principal, juntamente com Henry Cavill como Sherlock Holmes, Sam Claflin como Mycroft Holmes e Helena Bonham Carter como Eudoria Holmes. É dirigido por Harry Bradbeer, conhecido por sua direção em programas premiados como Fleabag e Killing Eve.

Mas quem é Enola Holmes?

Enola Holmes é a irmã mais nova de Sherlock Holmes, o famoso detetive das histórias de Arthur Conan Doyle. No entanto, ela não aparece nos livros originais do autor. O único irmão citado é Mycroft, que também aparece no filme de Harry Bradbeer. 

A garota é uma criação original da escritora Nancy Springer, que se inspirou na fantasia de Doyle para lançar uma série de livros em 2006. Enola é uma adolescente de 14 anos (no filme tem 16) que vive com a mãe, Lady Eudoria, em uma propriedade rural na Inglaterra. 

Como irmãos, ela tem Sherlock Holmes, o “detetive consultor” de renome mundial, e Mycroft Holmes, um funcionário do governo. Ambos viveram em Londres durante a maior parte da vida da menina, portanto, era apenas ela e a mãe morando sozinhas. 

Com o misterioso desaparecimento de Eudoria, Enola embarca sozinha para Londres, segue pistas envolvendo anagramas e cifras e prova ser uma detetive digna por seus próprios méritos. 

Ela se recusa a cumprir os papéis de gênero atribuídos pela sociedade, seja casar com um homem ou usar um “chapéu que coça”. E embora haja uma abundância de histórias ambientadas no final do século 19, raramente os espectadores veem uma mulher forte e desobediente em busca de romance. 

Qual é a história por trás do tema feminista no filme?

As mulheres ensinam e apoiam umas às outras enquanto lutam pela igualdade de gênero. Isso se baseia nas lutas reais da época, quando as ativistas protestaram, lutaram e morreram pelo sufrágio feminino. 

Situado em 1884, o enredo de Enola Holmes acena para sufragistas e protofeministas da vida real. Vemos um folheto de uma reunião do movimento que menciona a sindicalista Amie Hicks, a autora Gwyneth Vaughan e a ativista pelos direitos e pela educação das crianças Margaret McMillan.

A mãe de Enola também lê The Subjection of Women, do filósofo, economista e membro do Parlamento John Stuart Mill, que junto com sua esposa Harriet Taylor Mill exigia votos para mulheres. Ele liderou o primeiro debate sobre o sufrágio feminino no parlamento em 1867.

O filme retrata uma vitória estreita na votação parlamentar, embora a Terceira Lei de Reforma de 1884 na verdade não incluísse as mulheres. As mulheres não votariam pela primeira vez até 1918. Somente em 1928 o voto seria concedido a todas as mulheres.

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Enola Holmes, O Caso do Marquês Desaparecido, é o primeiro livro da série Enola Holmes de Springer lançado em 2006. Ele foi seguido por outros cinco: O caso da senhora canhota (2007), O caso dos buquês bizarros (2008), O caso do leque rosa peculiar (2008), O Caso da Criptica Crinolina (2009) e, finalmente, O Caso do Adeus Cigano (2010).

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