Eu sei o que o Marketing de Conteúdo fez no verão passado

* Parte do artigo que escrevi para a capa da Rock Content Magazine, a revista digital/impressa da maior agência de marketing digital da América Latina. Para receber a revista completa gratuitamente, preencha o formulário. 

Bem antes da invenção da internet, as pessoas precisavam melhorar as vendas — e gerar necessidade sempre foi um dos pilares do marketing. Fabricantes de equipamentos agrícolas, gelatina e pneus parecem não ter nada em comum, mas foram eles os pioneiros do conteúdo. Confira a linha do tempo que conta a história de como tudo isso começou e resultou no marketing que conhecemos hoje.

1895 – Revista The Furrow da Deere & Company

John Deere é, praticamente, o pai do marketing de conteúdo. O empresário britânico, dono da Deere & Company, líder mundial na fabricação de equipamentos agrícolas, lançou uma revista de notícias para ajudar os fazendeiros a impulsionarem os resultados do negócio. The Furrow é publicada em 4 idiomas para 115 países e expandiu o alcance com o formato digital — hoje são mais de 2 milhões de leitores no mundo. 

1900 – Guia de informações da Michelin 

A Michelin, fabricante de pneus, desenvolveu o Michelin Guide, com informações sobre manutenção de automóveis, acomodações e outras dicas aos motoristas. O guia foi impresso para aumentar a demanda por carros e, naturalmente, pneus. 

1904 – Livro de receitas da Gelatina Jell-O

As vendas estavam ruins, afinal, muita gente não sabia como preparar a gelatina. O que a equipe da Jell-O fez em pleno 1904? Distribuiu um livro de receitas de porta em porta que apresentava a sobremesa como uma opção saudável e versátil. Resultado: dois anos depois, as vendas subiram mais de US $ 1 milhão. 

1924 – Conteúdo informativo na Rádio WLS

As empresas começaram a despertar para a importância de manter o público informado também pelo rádio. Algumas até investiram na própria estação com ajuda da emissora Word’s Largest Store.

1994 – Popularização da internet e início do conteúdo digital

A internet ganhou o mundo quando o cientista Tim Berners-Lee criou a World Wide Web, ou www. Na mesma época, a Netscape desenvolveu o protocolo HTTPS — HyperText Transfer Protocol Secure, que garante o envio de dados criptografados. Em 1998 o Google foi lançado e, aos poucos, desbancou outros mecanismos de busca que dominavam o mercado. Hoje, ele é usado por 80% dos usuários que desejam encontrar informações (Content Trends 2019).

A partir dos anos 2000, as redes sociais começaram a crescer com bastante força e ofereceram novas maneiras de as empresas se relacionarem com o público até hoje, 19 anos depois. O primeiro blog da história da internet foi publicado pelo brasileiro Cláudio Pinhanez, funcionário do MIT Media Lab. Ele escrevia sobre acontecimentos da vida pessoal. Não demorou muito para os blogs corporativos surgirem.

O filhinho de Jonh Deere cresceu. Em 2006, a empresa americana Hubspot criou o conceito de inbound marketing. A ideia se popularizou em 2009, com a publicação do livro “Inbound Marketing: seja encontrado usando o Google, a mídia social e os blogs”, de Brian Halligan e Dharmesh Shah.

Em 2013, três jovens experientes do mercado de marketing digital, sabendo que o conteúdo relevante era fundamental para alavancar os resultados, fundaram a Rock Content. Dois anos depois, a equipe recebeu o prêmio Internacional Rookie of The Year.

As intenções do inbound marketing são praticamente as mesmas dos primórdios do conteúdo: criar experiência de valor, causar impacto positivo nas pessoas, reforçar a autoridade etc. A diferença está no jeito de fazer, ou seja, a mensagem é personalizada, entregue de forma contínua nos momentos mais convenientes dentro da jornada do cliente. Nesse sentido, o que antes era considerado arte se transformou em ciência com ajuda de inovação, tecnologia, ferramentas e dados.

* Parte do artigo que escrevi para a capa da Rock Content Magazine, a revista digital/impressa da maior agência de marketing digital da América Latina. Para receber a revista completa gratuitamente, preencha o formulário. 

A revista também traz artigos sobre:

  • personalização para vender mais e melhor;
  • o crescimento e poder dos podcasts;
  • como a interatividade melhora a experiência do usuário;
  • a luta contra os algoritmos das redes sociais;
  • inteligência Artificial, em um artigo de opinião;
  • entrevista com o CGO da OLX;
  • case de sucesso da Escola Brasileira de Direito e muito mais.

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