O ódio é um ciclo que se perpetua

Gregório Duvivier, humorista e apresentador do programa GregNews (HBO), comentou sobre as críticas negativas que descarregaram na menina Greta, a ativista que discursou recentemente no evento da ONU.

Um não gostou das expressões faciais da garota, outro disse que era falta de sexo e um terceiro disse que a postura dela era um exagero. Foi aí que o humorista brincou: “Por obséquio, será que os senhores poderiam parar de fuder com a Terra, o único planeta habitável?”

Como ele mesmo deixou claro, Marina Silva fala a mesma coisa que Greta há mais de 30 anos: “A Marina fala de um jeito muito calmo. Tipo muito calmo. E é exatamente isso que criticam nela: ‘não tem energia’, ‘fala fino’, ‘parece que vai desmaiar’.

Se a mulher fala baixo, ninguém ouve. Se grita, é histérica. Claramente o problema não é a maneira que as mulheres estão falando. É o conteúdo.

Você não quer ouvir que o mundo tá acabando e que é preciso fazer alguma coisa. Principalmente se quem está falando isso é uma mulher que era analfabeta até aos 16 anos ou uma mulher que ainda tem 16 anos ou qualquer outra mulher”.

Parece surreal, mas isso me lembrou uma discussão acalorada que tive em um grupo de Whatsapp com um rapaz na faixa dos 21 anos. Ele, num rompante de sinceridade, soltou estas pérolas que revelaram traços da sua masculinidade tóxica:

“O homem tem que exercer o papel mais forte e a mulher o papel de cuidar do lar. Por que? Porque é esse o preceito que funciona. Errado ou não, mas funciona melhor desse jeito, cara”.

“Não vamos mentir. Se o cara descobrir que a mulher teve outros parceiros isso causa uma repulsa enorme”.

“Ninguém quer se relacionar com mulher que tá dominando tudo! Sei lá. O que é isso? Isso vai contra a natureza!”

“As mulheres não estão cumprindo o papel delas, que é o de aumentar aquela população ali…”

“A inquisição não foi essas coisas, não. ”

É esse o tipo de pessoa que odeia meninas como a Greta. Mas tem outros: aqueles que negam o aquecimento global como se a crise climática fosse uma questão de opinião.

2 comentários sobre “O ódio é um ciclo que se perpetua

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