O cigarro eletrônico é a nova máxima da estupidez humana ou um aliado na redução de mortes?

Cigarro eletrônico pode ser eficaz no combate ao vício

Hoje eu tive um sonho bizarro. Chapeuzinho vermelho passeava pelo bosque e, na cesta de coisas para a vovozinha, havia um tablet. Os doces e as frutas eram digitais… Foi bem mais estranho que outro dia, quando sonhei com uma vaca comendo pudim, mas, diferente da vaca, as frutas digitais são informações do meu inconsciente sobre um fato que eu consigo lembrar: uma matéria que vi na televisão a respeito do cigarro eletrônico.

O cigarro eletrônico é um dispositivo que contém um cartucho, um vaporizador e uma bateria com tem entrada USB, com a praticidade de carregá-la em um computador. O cartucho é onde fica o líquido da nicotina, que se transforma em vapor quando o cigarro é tragado. Uma das alegações de quem se coloca contra essa tecnologia é que não existe padronização na quantidade de nicotina que é liberada pelas diferentes marcas de eletrônicos: algumas liberam o dobro ou o triplo de nicotina (o fumo tradicional é responsável por 6 milhões de óbitos por ano, no mundo).

Os defensores do e-cigarro afirmam que o produto não causa mau hálito, não deixa cheiro nas roupas, não causa o envelhecimento da pele, tosse e nem pigarro, além de não ser prejudicial à saúde dos fumantes passivos –  aqueles que não são fumantes, mas inalam a fumaça de quem está fumando. Essas informações não foram confirmadas pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – que proibiu, desde 2009, a comercialização dos cigarros eletrônicos em todo o território nacional.

Segundo Dráuzio Varela, médico cancerologista e colunista na Folha de São Paulo, ambos os lados apresentam argumentos consistentes e o cigarro eletrônico pode ser uma forma menos maligna de lidar com a dependência de nicotina, no entanto ele alerta que é importante proibir o uso de mentol, essências de morango, baunilha ou chocolate para tornar os cigarros mais palatáveis às crianças e ainda que é preciso criar com urgência uma legislação para lidar com isso – mesmo porque é impossível impedir que as pessoas comprem o produto, que está disponível em vários sites na internet.

O cigarro do futuro pode ser mais inteligente, ou não, mas a melhor maneira de buscar uma vida mais saudável sempre será não fumar.

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