Qual o limite do humor?

smile

Em entrevista concedida a Rafinha Bastos no canal do Youtube (www.youtube.com/rafinhabastos) , o também humorista Fábio Porchat brincou com essa pergunta repetidas vezes, pois, segundo ele, depois das polêmicas piadas que levaram Rafinha a responder na justiça, as pessoas sempre o questionam sobre o que deve ou não ser dito em um show de humor. Haverá um limite capaz de criar uma barreira entre o certo e o errado quando o objetivo é dar risada?

Pouco tempo depois da entrevista, o noticiário informou que um usuário solicitou à justiça a remoção de um vídeo de autoria do Porta dos Fundos (www.portadosfundos.com.br), canal de vídeos no youtube que tem Fábio Porchat como um dos sócios. O internauta alegou que o vídeo intitulado “rola” ofende a moral e os bons costumes.

Recentemente o fantasma da censura também visitou o pessoal do CQC, programa humorístico da Band, pelo uso de piadas de português. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério Público de São Paulo, que denunciou os integrantes do programa por ofensa à honra da comunidade portuguesa por meio de piadas.

O resultado disso é que Rafinha Bastos foi praticamente expulso do CQC, o vídeo de Fábio Porchat não foi retirado da internet, pois não foi avaliado como impróprio e os advogados de Marcelo Taz conseguiram suspender o inquérito contra o CQC.

O humor muitas vezes pode ser ácido, grosseiro, de bom gosto ou de péssimo gosto, como é o caso do Pânico, que expõe pessoas públicas ao ridículo e incentiva a violência.

Segundo Porchat, proibir a publicação de um vídeo é fugir da sua responsabilidade de pai, de mãe, que não quer se dar ao trabalho de acompanhar o filho. Teríamos que proibir muitas outras coisas, como o site da Playboy, o noticiário escabroso, o pronunciamento do Feliciano… enfim, a lista seria enorme.

Fazer humor é como fazer jornalismo. Amado por uns, odiado por outros. Ossos do ofício. E, por falar em jornalismo, o noticiário divulgou o boato sobre o fim do Programa Bolsa Família que aconteceu no último final de semana. Uma multidão de pessoas lotou as agências da Caixa Econômica Federal de 12 Estados brasileiros. Houve registro de tumulto e prejuízos de mobiliários quebrados. A vida real às vezes parece uma piada. E aposto que você riu…

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