A agressão moral no amor e no trabalho

assedio-moral

Palavras ofensivas, atitudes depreciativas repetitivas que causam danos à integridade física ou moral do outro são consideradas assédio ou agressão moral, um fenômeno psicológico que está presente não apenas nos relacionamentos pessoais, mas em ambientes de trabalho nas relações entre patrão/empregado.

Muitos homens e mulheres que sofrem esse tipo de agressão no relacionamento amoroso não se dão conta do problema pois, ao longo do tempo, a vítima passa a acreditar veementemente que é inferior. Ela segrega. Sucumbe às palavras discriminatórias e humilhantes. As consequências são várias, como sofrimento, baixa autoestima, depressão, etc.

Insegurança, inveja do sucesso do outro, ciúmes. São vários os motivos que não justificam o companheiro a maltratar psicologicamente o outro. Geralmente são palavras que, segundo relatos, machucam muito mais que a própria agressão física, pelo fato de provocar um profundo abalo emocional.

Fato semelhante de segregação aconteceu com os negros. Segregação racial. Na década de 40, quando um branco entrava em um ônibus lotado, o negro que estava sentado era imediatamente obrigado a ceder o lugar – fenômeno conhecido como Apartheid. Isso aconteceu durante muito tempo porque eles realmente aceitaram os argumentos absurdos de que eram inferiores aos brancos. Até que um dia um deles resolveu se libertar dessa crença e lutou para abrir os olhos de outros e fazê-los enxergar o quanto aquilo era injusto, desumano, humilhante.

No ambiente profissional, os efeitos da agressão moral são bem semelhantes, com exceção de algumas particularidades. Quando de fato ela ocorre no local de trabalho, provavelmente haverá o entrave da hierarquia social que deveria existir apenas para organização administrativa da empresa, nunca como abuso de poder. As consequências são catastróficas e comprometem totalmente a qualidade de vida dos colaboradores, que se enquadram no rol dos oprimidos, bem como a qualidade do trabalho, com a perda da motivação.

As relações interpessoais, tão importantes para a convivência saudável dos colaboradores e crescimento da empresa, deveriam ser melhor trabalhadas em nível de palestras ou cursos de capacitação. Existem locais de trabalho onde os conflitos são constantes, gerados por conversas paralelas ou fofocas feitas por pessoas maliciosas que têm prazer em censurar a atitude do colega.

Certamente, muitos conflitos acontecem porque o ser humano é repleto de imperfeições. Ciúmes, inveja, complexos de inferioridade ou superioridade, vaidade excessiva, arrogância, mediocridade, enfim, todos têm que conviver com os próprios fantasmas e lidar com o fantasma dos outros, mas, sobretudo, deveria prevalecer o respeito mútuo e o profissionalismo.

Sem ofensa às mulheres, mas o sexo feminino tem decepcionado no quesito relacionamento interpessoal – pelo menos no mundo corporativo. Mulheres deveriam ser parceiras, acima de qualquer coisa. Uma vez que compartilham as mesmas dores e alegrias, conhecem a dor de uma cólica menstrual, a dor do parto, a alegria de conceber uma vida, a dificuldade de administrar casa, trabalho e família, enfim, mulheres deveriam ser cúmplices na vida porque têm mais semelhanças que diferenças. Mas falta a empatia. Por quê? Não estamos competindo umas com as outras!

Nós, humanos, deveríamos dedicar mais tempo a observar os animais. As formigas trabalham em um sistema de coletividade. Cada uma segue a fila carregando o que pode – muitas nem parecem ter a capacidade para carregar tamanho peso porque estão dando o melhor de si, são comprometidas com a labuta. Até que a ciência prove que no ambiente de trabalho das formigas existem aquelas que fazem ‘fuxico’ ou traem a confiança da outra, elas serão infinitamente
melhores que nós…

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