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Filme Mamonas Assassinas é ruim, mas traz memória afetiva

A cinebiografia dos Mamonas Assassinas tentou oferecer ao público brasileiro uma experiência cinematográfica alinhada ao estilo de filmes populares e esteticamente semelhantes às produções de Hollywood do jeito que nós estamos acostumados.

Mas, logo no começo do filme, dá pra perceber que os acontecimentos vêm apressadamente, personagens surgem meio de surpresa, e algumas cenas parecem sem pé nem cabeça. Além de tudo, a edição também não contribuiu com a coerência da história.

A perspectiva problemática das mulheres

Um aspecto preocupante é a maneira como as mulheres são retratadas no filme: todas são reduzidas a meros objetos e fontes de problemas. A ausência de diálogos e interações entre as personagens femininas é notória e contribui para uma narrativa confusa.

É importante falar sobre isso porque essa representação problemática, além de comprometer a qualidade do filme, também diverge da realidade, pois a diversidade de características e papéis desempenhados pelas mulheres faz parte do cotidiano.

A ausência de uma representação mais realista das personagens femininas prejudica a credibilidade da narrativa e aliena uma parcela significativa do público que busca histórias mais autênticas.

Cadê a minha Brasília Amarela?

A equipe do filme optou por não contar a história real das ex-namoradas dos integrantes da banda. Mirella, que namorou Dinho por quatro anos, participou da origem dos Mamonas quando o grupo se chamava Utopia.

Valéria, outra ex-namorada, produziu dois clipes da banda, incluindo a música inspirada no casal, “Pelados em Santos”. Valéria pegou emprestada a Brasília Amarela do avô para montar o cenário. O carro e o clip se transformaram no maior símbolo dos Mamonas Assassinas.

Quem eram os Mamonas Assassinas?

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Era uma vez uma banda brasileira tão irreverente, tão fora da caixinha, que só podia ser chamada de… Mamonas Assassinas (do Espaço). Esses caras fizeram história na década de 90, deixaram uma marca tão única que é mais difícil esquecer deles quanto um jingle viral.

Imagine cinco garotos chegando no cenário musical brasileiro com tanto humor quanto um show de stand-up comedy: o vocalista Alecsander Alves (Dinho), o guitarrista Alberto Hinoto (Bento), o tecladista Júlio César Barbosa (Júlio Rasec), o baterista Sérgio Reoli e o baixista Samuel Reoli.

O público estava acostumado com os modos tradicionais das bandas, mas os Mamonas disseram: “Peraí, meu!”, e resolveram transformar tudo em baderna.

Eles eram como um combo: uma mistura de talento, irreverência e um toque de maluquice. Os shows eram mais animados que festa de criança com brigadeiro e guaraná, e a plateia, claro, adorava. Afinal, quem não queria “comer tatuagem de churros” ao som de “Pelados em Santos”?

O que significa Mamonas Assassinas?

No filme, quando um jornalista pergunta a Dinho qual o significado do nome “Mamonas Assassinas”, ele diz que, na verdade, queriam se chamar “Beatles”, mas descobriram que já havia uma banda registrada assim… rs

O título foi uma escolha aleatória da banda, que começou como UTOPIA, depois nasceu a ideia: Mamonas Assassinas do Espaço, que logo foi reduzida para Mamonas Assassinas.

Premonição & Queda do Avião em 02/03/1996

Num vídeo registrado poucas horas antes do acidente, Júlio anteviu a tragédia. O tecladista, reconhecido pelo cabelo laranja avermelhado, dirigiu-se ao seu cabeleireiro Nelson de Lima para um retoque na cor.

Durante a conversa, o profissional pergunta sobre a viagem do grupo a Portugal, onde apresentariam alguns shows, e Júlio responde com piadas sobre mulheres portuguesas.

Em seguida, o jovem assume um tom sério ao compartilhar um sonho que teve: “Não sei, essa noite eu sonhei com um negócio… Assim, parecia que o avião caía. Não sei. Não sei o que quer dizer isso”, afirmou ele no registro.

Fim dos Mamonas Assassinas

Em 2 de março de 1996, a aeronave que transportava o grupo após uma apresentação em Brasília tentava realizar o pouso no Aeroporto de Guarulhos quando aconteceu a queda, resultando na trágica perda do quinteto Mamonas Assassinas, juntamente com o assistente de palco Isaac Souto, o segurança Sérgio Saturnino Porto, o piloto Jorge Germano Martins e o co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.

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Por Monique Gomes

Jornalista, blogueira, copywriter, analista de SEO on-page, gestora de tráfego. Fundou e editou dois jornais nas versões impressa e online. Trabalhou na Rock Content, maior agência de marketing das galáxias.