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A Moça da Limpeza: Final Explicado

No filme A Moça da Limpeza (Prime Video/2018), terror americano dirigido por Jon Knautz, conhecemos duas mulheres de mundos completamente diferentes: Alice e Shelly.

>>> Você vai ler neste post:

  • Quem é Alice?
  • Quem é Shelly?
  • A Moça da Limpeza Final Explicado
  • Violência Doméstica X Transtornos Mentais
  • Moral da História

Quem é Alice?

Alice (Alexis Kendra) é atrevida, alegre, boa em conversas casuais e práticas de ioga regulares. É aquela que as pessoas geralmente consideram sortuda: bonita, com um bom emprego e uma casa legal — mas está confusa porque se apaixonou por um homem casado.

Quem é Shelly?

Shelly (Rachel Alig) é uma jovem marcada por cicatrizes e feridas. Ela quase não fala, cuida das tarefas do condomínio em silêncio, com a cabeça baixa. Somente quando Alice a contrata, ouvimos ela se expressar, mas não tanto. Há um contraste: enquanto Alice é loira e feliz, o cabelo escuro de Shelly encobre seu rosto.

Acontece que isso simultaneamente inicia sua obsessão doentia pela vida aparentemente perfeita de Alice.

A Moça da Limpeza Final Explicado

Filme A Moça da Limpeza Final Explicado disponível Prime Video

O filme começa com Shelly misturando ratos vivos no liquidificador (mais tarde, descobrimos que o preparo é para alimentar a mãe). Alguns flash backs nos mostram que a mãe de Shelly (JoAnne McGrath) é extremamente cruel com a menina. 

A dolorosa tragédia das crueldades que uma mãe pode cometer sobre a filha é quase terrível demais para ser compreendida. Esta é a mãe de todos os relacionamentos tóxicos, e sofremos por Shelly.

A foto dela olhando para uma Barbie pela janela da casa de bonecas é tão reveladora sobre onde está sua mente quando ela conhece a linda e loira Alice. Quando diz: “Você se parece com a Barbie”, sabemos que Alice está em apuros.

Quando Alice vê Shelly, sente pena dela. Mas gosta da ideia de ter uma jovem quieta e aparentemente inofensiva limpando o apartamento.

Possivelmente ela pensou que estava fazendo a coisa certa ao fazer amizade com a garota tímida e com cicatrizes faciais terríveis. Educada, não quis perguntar o motivo da aparência.

As duas ficam próximas. Alice então dá a Shelly algumas lições sobre maquiagem – insinuando sem saber que Shelly seria mais atraente se as cicatrizes fossem cobertas por uma máscara.

Ela parece ter a melhor das intenções, mas mesmo assim seu ato impensado é uma crueldade. Ela também não tem ideia de que Shelly tem seus próprios planos e quer ajudar a “consertar” Alice e torná-la perfeita à sua maneira distorcida.

O fato de a “perfeição” de Alice ser uma fachada não é evidente para Shelly, que idolatra a nova patroa. A realidade é que Alice é escrava dos vícios, que vão desde os pequenos – a sua incapacidade de deixar de fumar – até aos grandes – manter um caso com um homem casado, Michael (Stelio Savante). 

A descoberta de que Alice não está correspondendo às expectativas de Shelly leva a faxineira ao limite e, naturalmente, a violência toma conta.

Violência doméstica x Transtornos Mentais

Existe uma conexão substancial entre a exposição à violência doméstica na infância e o desenvolvimento de transtornos mentais na idade adulta.

Estudos e pesquisas indicam que crianças que testemunham ou são vítimas de agressão estão em maior risco de enfrentar desafios de saúde mental ao longo da vida.

A Moça da Limpeza oferece uma reflexão sombria sobre as profundas cicatrizes deixadas pela violência infantil, um tema lamentavelmente inspirado por histórias reais de indivíduos que enfrentaram experiências semelhantes.

Assim como Shelly, casos reais de pessoas que sofreram abusos na infância e desenvolveram transtornos mentais são tristemente comuns.

Um exemplo notório é o caso de Richard Ramirez, conhecido como “Night Stalker“.

Ramirez foi vítima de abuso na infância e testemunhou atos violentos cometidos por membros da própria família. Essa experiência traumática contribuiu para moldar seu comportamento.

Ele se tornou um dos serial killers mais temidos na Califórnia durante os anos 1980. É uma história que mostra a complexidade das consequências do abuso infantil.

Por outro lado, a renomada pintora Frida Kahlo, cuja infância foi marcada por enfermidades e adversidades familiares, canalizou sua dor para a arte e se transformou em um ícone inspirador.

Outro exemplo é a escritora Maya Angelou, que enfrentou abusos sexuais na infância. Sua coragem em compartilhar essa dolorosa narrativa contribuiu para sensibilizar o público sobre as profundas ramificações do trauma infantil.

A Moça da Limpeza: Moral da história

Muitas vezes buscamos conforto em pessoas que parecem inocentes e menos tóxicas no mundo que conhecemos. No entanto, nem sempre elas são quem parecem ser, e isso não poderia ser mais verdadeiro nessa história horrível.

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Por Monique Gomes

Jornalista, blogueira, copywriter, analista de SEO on-page, gestora de tráfego. Fundou e editou dois jornais nas versões impressa e online. Trabalhou na Rock Content, maior agência de marketing das galáxias.