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Caso Lucy Letby: somos naturalmente bons ou maus?

Revista de Entretenimento

O caso de Lucy Letby, uma ex-enfermeira condenada por assassinato de bebês, chocou o Reino Unido. Ela não apresentava histórico de abuso, problemas mentais ou ligações com grupos extremistas.

Isso levantou questões sobre como alguém aparentemente criado em um ambiente saudável poderia cometer tais atos.

Continue a leitura para saber mais.

Caso Lucy Letby: ela gostava de “brincar de Deus”

Caso Lucy Letby: foto da ex-enfermeira sorrindo.

O procurador Nick Johnson KC sugeriu que Letby exibia um comportamento perturbador, semelhante a “brincar de Deus”, ao prejudicar bebês e, posteriormente, alertar os colegas sobre a deterioração deles.

Além disso, ela fez comentários que a promotoria descreveu como “presságios de destruição” à medida que a condição de algumas de suas vítimas piorava.

Após o último incidente fatal em junho de 2016, ela se dirigiu aos médicos com a pergunta: “Ele não vai conseguir sair daqui vivo, não é?”

O bebê trigêmeo, com apenas alguns dias de vida, faleceu pouco depois. Letby, que tinha cerca de 20 anos na época, havia feito observações semelhantes em dois assassinatos anteriores.

Johnson comunicou aos jurados que ela estava consciente do que estava prestes a acontecer. Parecia estar apreciando a situação, fazendo previsões sobre eventos que sabia que ocorreriam.

Veja também:

As pessoas já nascem boas ou más?

O debate sobre se os seres humanos nascem bons ou maus é antigo e complexo. Vamos explorar algumas perspectivas:

A Perspectiva de Mengzi

Mengzi, um pensador confucionista, argumentava que os seres humanos nascem com “quatro sementes” virtuosas: compaixão, vergonha, respeito e a capacidade de distinguir o certo do errado.

Ele acreditava que, sob condições normais, as pessoas são inclinadas ao bem, mas podem ser desviadas por influências negativas do ambiente.

Por exemplo, ele observava que, quando uma criança está prestes a cair em um poço, qualquer pessoa se preocupa e age para evitar a tragédia.

Essa preocupação não decorre de razões egoístas, mas da semente natural da compaixão.

Ele concluía que a natureza humana é fundamentalmente boa, mas a sociedade desempenha um papel crucial em cultivar ou corromper a bondade inata.

Perspectiva do Pecado Original

A teologia cristã tradicional sustenta a ideia do pecado original que afirma que os seres humanos têm uma inclinação inata para o pecado devido à queda de Adão e Eva.

De acordo com essa visão, a salvação requer a graça divina e a adesão a um código moral rigoroso.

Os seres humanos são vistos como inerentemente falhos e propensos ao mal, e apenas a intervenção divina pode redimir suas almas.

Essa perspectiva lança uma sombra de pessimismo sobre a natureza humana, enfatizando a necessidade de vigilância moral constante.

Perspectivas Modernas

Filósofos modernos como o Marquês de Sade e Sigmund Freud ofereceram perspectivas diferentes sobre a natureza humana.

Sade argumentava que as pessoas anseiam pelo emocionante, incluindo o comportamento imoral, e buscam constantemente experiências proibidas para obter excitação.

Para ele, a vida só se torna emocionante quando é pontuada por tabus quebrados. Freud, por sua vez, propôs que os seres humanos têm impulsos primitivos (Id) que nos tentam a ceder ao nosso eu animalesco.

A única razão pela qual não cedemos constantemente a esses impulsos é o controle exercido pelo nosso Superego, um código moral internalizado que nos é dado pela nossa cultura e educação.

Essas três perspectivas oferecem uma visão multifacetada do ser humano.

Enquanto Mengzi destaca a bondade inata influenciada pelo ambiente, a perspectiva do pecado original enfatiza a propensão inata ao mal e a necessidade de redenção divina.

Por outro lado, as perspectivas modernas exploram a busca humana pelo emocionante e o conflito entre impulsos primitivos e códigos morais.

Embora o debate continue, muitos acreditam que, em última análise, a bondade humana é influenciada por uma interação complexa entre natureza e criação. A história de Lucy Letby nos desafia a refletir sobre essa questão profundamente enraizada na filosofia e na psicologia. Qual é a sua opinião?


Por Monique Gomes

Empreendedora digital, copywriter,
analista de SEO on-page, gestora de tráfego.

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