15 filmes sensacionais que estão escondidos no catálogo da Netflix

Quem nunca perdeu tempo procurando um filme no catálogo da Netflix até a pipoca acabar? Muitas vezes o roteiro é ótimo, mas o texto da sinopse não ajuda, né?

Por isso, selecionei alguns títulos que considero beem legais para você não devorar o petisco antes do show começar. É claro que gostar ou não de uma obra é algo muito particular.

De qualquer forma, é importante não ficar preso a clichês e aceitar que nem todo filme termina como esperado. Combinado?

Vamos lá:

1. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2002)

Esse filme é muito fofo e vai chamar a sua atenção para as coisas simples da vida. Amélie (Audrey Tautou) é uma mulher que cresceu isolada das outras crianças.

Certo dia, encontra uma caixinha de brinquedos que pertenceu a um morador antigo. Então, resolve devolvê-la anonimamente.

Depois de presenciar a emoção que o homem sentiu ao rever os objetos da infância, ela se contagia e passa a fazer com que as pessoas ao seu redor se sintam mais felizes.

2. Mary And Max (2010)

Gostando ou não de animação, assista à Mary and Max. Por favor. Nunca te pedi nada. Ao contrário do que parece, não é um filme para crianças menores de 12 anos.

Você vai se apaixonar por Mary Dinkle, uma menininha que vive nos subúrbios da Austrália na década de 70. Produzido com massinha de modelar, é praticamente todo narrado.

Temas como amizade, autismo, alcoolismo, suicídio, ansiedade, obesidade, cleptomania, diferença sexual, confiança, perdão e diferenças religiosas são abordados.

3. Sentidos do Amor (2011)

Não se engane com o título, pois não se trata de um romance água com açúcar. Dá para imaginar como seria se todo mundo fosse, aos poucos, perdendo os sentidos, como olfato, paladar, visão…?

O filme reflete como estão as nossas relações atualmente, além de chamar a atenção para nossas interações com as outras pessoas e o mundo — o que provoca várias reflexões além do amor.

4. A Pele que Habito (2011)

Obssessão e vingança são destaques nessa obra de Pedro Almodóvar, que rompe com as expectativas de gênero ao explorar o tema da construção sociocultural dos papéis masculino e feminino.

Na história, o cientista e cirurgião Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas) pesquisa uma pele capaz de resistir ao fogo e a qualquer dano. Tudo porque a esposa morreu queimada em um acidente de automóvel.

Para continuar suas descobertas, ele sequestra o rapaz que violentou a filha. A partir daqui, tudo que eu disser vai ser spoiler. Apenas assista.

5. Histórias Cruzadas (2012)

Não é apenas mais um filme sobre preconceito de cor. É uma história de coragem que deu voz a muitas mulheres comuns que estavam presas no universo obscuro da segregação racial.

Na década de 60, Skeeter, uma jovem jornalista que trabalha no jornal local, sonha em ser escritora. Uma realidade gritante surge em sua vida e serve como tema de livro: as empregadas domésticas.

Ela se pergunta por que aquelas mulheres negras, que dedicam anos de cuidado e afeto na criação das crianças brancas, não têm, ao menos, o direito de usar o banheiro da casa.

Uma fala que você só vai entender quando assistir: “ÀS VEZES A CORAGEM PULA UMA GERAÇÃO…”

6. Looper: Assassinos do Futuro (2012)

Já pensou se você pudesse voltar no tempo e dar de cara com si mesmo, bem mais jovem? Looper – Assassinos do Futuro, conta a história de uma equipe de mafiosos que viajam do futuro para o presente.

O objetivo é matar os criminosos antes mesmo que os crimes aconteçam. Não existe empatia entre Joe (Bruce Willis) com ele próprio. Por quê? Porque ele é o Bruce Willis. Porque a regra é matar. Imperdível.

7. Deus da Carnificina (2012)

Você vai se surpreender com o comportamento de dois casais que se encontram para tomar um café e discutir a situação dos filhos. Como diz o filósofo: “Visto de perto, ninguém é normal”.

Um dos temas do filme é a hipocrisia. Todos são capazes de pensamentos politicamente corretos, mas também se mostram dispostos a usar as armas mais baixas quando se trata de defender os próprios interesses.

8. Flores Raras (2013)

Com direção de Bruno Barreto, conta a história de amor entre Elisabeth Bishop (poeta americana vencedora do Prêmio Pulitzer em 1956) e Lota de Macedo Soares (arquiteta carioca que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo).

É impossível não se comover com o relacionamento delas. As falas estão sempre recheadas de boas frases, como: “sou comprometida com pessimismo. Assim, jamais me decepciono”. Atuação impecável de Glória Pires. Que orgulho dessa woman!

9. Django Livre (2013)

Filmão de Quentin Tarantino. Django é um escravo que foi comprado para auxiliar o trabalho de um caçador de recompensas. Depois de ganhar liberdade, segue em busca de Broomhilda.

A mulher que foi comprada por um fazendeiro do Mississipi, personagem de Leonardo DiCaprio. Violência e muito sangue fazem parte desse encontro. Excelente fotografia e uma mistura bacana de luzes e sombras.

10. O Abutre (2014)

Se você fica indignado com a quantidade de fake news que está se espalhando como câncer no mundo de hoje, espere até ver O Abutre. O jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal como cinegrafista.

Então, passa a registrar crimes e acidentes chocantes de um jeito nada tradicional. As histórias mais sensacionalistas, é claro, vão parar na mídia. Esse filme é uma preciosidade. Chega a causar mal-estar.

11. O Que Fazemos Nas Sombras (2014)

Há quem acredite que este é um dos melhores filmes de vampiros de todos os tempos. Uma coisa eu garanto: é impossível não rir. Viago (Taika Waititi), Vladislav (Jemaine Clement), Deacon (Jonathan Brugh) e Petyr (Ben Franshan) são quatro vampiros que dividem uma casa antiga na Nova Zelândia.

Um grupo de cineastas, protegidos por crucifixos, registra a intimidade deles como se fosse um documentário. Enquanto os amigos lidam com conflitos da convivência, como lavar a louça, não sujar o sofá de sangue, etc, tentam se manter atualizados com a vida moderna.

12. A Garota Dinamarquesa (2015)

Se o tema transsexualidade ainda é má interpretado hoje, imagine na década de 1910. O filme conta a história de Lilli Elbe, um dos primeiros pacientes conhecidos a passar pela cirurgia de mudança de sexo.

É uma história repleta de sentimentos, delicada, envolvente. Apropriada para convencer heterossexuais homofóbicos ou transfóbicos de que as reviravoltas da vida de um transgênero são realmente dolorosas, mas, acima de tudo, corajosas. É lindo de ver.

13. O Matador (2017)

O Matador é um filme brasileiro de faroeste criado e dirigido por Marcelo Galvão. Cabeleira (Diogo Morgado) foi criado por um cangaceiro conhecido como Sete Orelhas (Deto Montenegro) no interior de Pernambuco.

O garoto cresce isolado de tudo. Quando adulto, finalmente vai à cidade em busca do pai e passa a conviver em sociedade. Trama com final surpreendente, storytelling de primeira qualidade.

Observe os detalhes como: fotografia, figurino e linguagem da época (décadas 20-40).

14. O Bar (2017)

Misture um pouco de violência, alguns excessos e humor ácido. O Bar, do diretor espanhol Álex de la Iglesia, é o reflexo dos tempos atuais: todos nós temos a sensação de que, a qualquer momento, a vida pode desmoronar.

Tudo começa quando um grupo de clientes fica preso no bar. Aos poucos, as pessoas se revelam e as máscaras caem. Para quem gosta de observar a fatalidade da natureza humana.

15. Eu Não Sou Um Homem Fácil (2018)

Apesar do título beeem sem graça, Eu Não Sou Um Homem Fácil é uma comédia que brinca com a inversão de papéis de homem e mulher. Damien é um autêntico machista que assedia e coleciona mulheres.

Ao dar de cara com um poste, fica desacordado e desperta num mundo completamente revirado: as mulheres são chefes, os homens são levados a se depilar, usar roupas justas etc.

O filme tem tantas referências a essa questão de gênero que você precisa prestar muita atenção nas falas para não perder a piada. Se for preciso, assista novamente.

Viu como é fácil encontrar filme no catálogo da Netflix? A partir de agora, sempre que eu tiver um tempinho, vou apresentar outros tão legais quanto esses, além de séries também. Até a próxima!

 

Monique Gomes é blogueira, jornalista freelancer certificada em Marketing de Conteúdo, odeia glúten mais que tudo, ama cinema e doguinhos.

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