Precisamos falar sobre suicídio

O tema é bastante desconfortável, mas já passou da hora de falarmos sobre isso. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o mundo contabiliza um suicídio a cada 40 segundos. No Brasil, alguém tira a própria vida em intervalos de 45 minutos.

Se você acha que esses números são assustadores, espere para conhecer a nossa realidade aqui no Ceará: em 2014 foram registrados 488 casos; no ano seguinte, 533. Estamos em terceiro lugar no ranking com a maior taxa de suicídio do país — essa estatística está aumentando a cada ano.

Atire a primeira pedra quem nunca pensou em morrer diante de uma dor terrível ou profundo desespero. Mas o que faz com que uma pessoa se mate? Especialistas afirmam que esse problema acontece com público de várias faixas etárias e em todas as classes sociais.

Os cinco principais transtornos associados ao suicídio são: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, dependência química, transtorno de personalidade — principalmente bordeline. Fatos como a desestruturação familiar e a ineficiência da rede de saúde para tratar essas doenças ajudam a agravar a situação.

Baleia Azul: o jogo que incentiva a morte

Como se não bastasse, um jogo macabro que começou na Rússia, em 2015, desafia os participantes a passar por provas como automutilação, asfixia, queimaduras na pele, entre outros. A prática, que é conhecida como Baleia Azul, incentiva os jovens a cometerem o ato do suicídio na etapa final.

É claro que não ia demorar para chegar ao Brasil. Curitiba registrou cinco tentativas de suicídio entre adolescentes de 13 e 17 anos e mais casos estão sendo investigados em outras cidades. Todos apresentaram sinais de automutilação.

Não pense que os autores desse crime terão dificuldades em fazer contato com um filho seu. A dinâmica deles é muito simples. Os jovens são convidados a participar de grupos fechados no Facebook, WhatsApp e até o Instagram é usado como ferramenta de captação. É importante ficar atento.

Alguns sinais que podem estar relacionados com o desafio da Baleia Azul são: mutilações ou furos na palma da mão, braços ou pernas, desenhos de baleia, sair de casa de madrugada, evitar conversar, arranjar brigas.

Netflix aborda temas como bullying, estupro e suicídio

Recentemente, a Netflix lançou uma série intitulada 13 reasons why (13 razões pelas quais), que conta a história de Hannah Baker, uma adolescente suicida. Apesar da restrição de alguns, essa obra é uma boa oportunidade para quem deseja aprender a se colocar no lugar do outro, entender o que se passa na cabeça de alguém que comete esse ato e, quem sabe, ajudar uma pessoa vulnerável.

O adolescente não tem a mesma resiliência que um adulto diante das adversidades.  Para ele, a dor beira o insuportável. O sofrimento é mais intenso e a vida se torna um fardo pesado, angustiante (faça um esforço e tente se lembrar do momento dramático que foi o fim do seu primeiro namoro).

Cuidar mais uns dos outros é o mínimo que podemos fazer. Felizmente, nessa batalha do bem contra o mal existem anjos como os voluntários do Centro de Valorização da Vida. Eles realizam apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente em diversos canais como chat on-line, telefone, e-mail, skype e outros — acesse http://www.cvv.org.br para mais informações.

 

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Monique Gomes é  jornalista freelancer certificada em Marketing de Conteúdo

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