Cá entre nós

Querido Blog,

Depois do último post (Me sinto ótima), minha vida virou um inferno. No dia seguinte, a placa mãe do meu computador queimou. Comprei uma novinha. Também queimou. Memória foi danificada. Consegui continuar com meus trabalhos home office aos trancos e barrancos. No momento está dando certo, até esperar o conserto da peça nova vai ser essa miséria.

Só sei que de lá pra cá tem sido uma peleja, menino. Praga da Malu Magalhães. E eu nem  ouvi a música de trás pra frente. Expulsaram a presidente do cargo sem ela ter praticado nenhum crime! Aumentaram a mensalidade do Netflix. Até a renovação do mapeamento do meu domínio .com.br, que tem poucos dias para expirar, tá dando erro no sistema.

Pra completar, abusei do glúten e tive uma senhora dor de barriga, que coincidiu com a mesma data da cólica menstrual que, por sua vez, precisa de um comprimido chamado atroveran pra passar – acontece que a atendente da farmácia confundiu as embalagens e me deu doril. Chuta que é macumba!

Mas, vamos mudar o rumo dessa prosa. Decidi substituir quinze minutos diários de facebook por 3 minutos, o tempo de fazer um miojo. Resultado: ganhei mais produtividade e mais qualidade de vida! Quem gosta de informação precisa usar o Twitter. O Twitter é gente boa demais. Menos narcisismo, mais conteúdo.

Hoje, em visita ao face, percebi uma turma apoiando o fim do Ministério da Cultura. Muitas pessoas que foram favoráveis ao impeachment não estão comemorando e nem sambando de alegria porque elas sabem que, independente de quem está no poder, a situação do país é preocupante. Essas pessoas, assim como nós, que fomos contra o afastamento da presidente, querem um Brasil melhor, portanto têm o meu respeito.

Por outro lado, há aqueles que fazem discursos veementes para justificar o injustificável, como o fim do apoio cultural, o fim de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, o fim do órgão que investiga a corrupção, o fim do piso salarial dos professores, a ameça do fim do SUS, ou seja, para elas o importante mesmo é “ter razão”.

No governo da Dilma havia seis mulheres no Ministério. Agora, com o presidente interino Michel Temer, tem quantas? Nenhuma. É um retrocesso. As mulheres lutaram muito para conquistar os seus direitos. Pesquise sobre a história das sufragistas ou veja o filme As Sufragistas. E tem gente dizendo que isso é irrelevante. Como assim? Precisamos de mulheres no poder para representar nossos anseios e minimizar os efeitos danosos causados pelo patriarcado.

10 mulheres competentes que poderiam ser nomeadas ministras no governo Temer

Confira um trecho do último artigo do ator Wagner Moura:

“A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir. Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo |…| Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?! Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior? Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo. E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido. Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.”

Gente, o que será do Brasil?

monique-tmMonique Gomes é blogueira, jornalista freelancer certificada em Marketing de Conteúdo e Co-fundadora do Projeto TM Fácil.

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