Minha história

Desde adolescente sou apaixonada por jornalismo. Eu editava o “Diário do Pedestre”, um jornal fictício totalmente escrito à mão em uma agenda pequena de capa cinza.

Era uma sátira ao glorioso Diário do Nordeste, impresso aqui no Ceará. Os desenhos mal feitos ilustravam as matérias, produzidas com ajuda do imaginário jornalista Babau. Ele era uma espécie de repórter investigativo (essa se tornaria a minha profissão anos mais tarde).

Depois dessa fase, comecei a trabalhar e pude comprar o meu primeiro computador. Depois de dias intermináveis lendo um tutorial atrás do outro, consegui conexão com a internet por meio do modem + linha telefônica. Ano: 1998.

Fiquei em êxtase quando a página do portal UOL abriu pela primeira vez. Fiquei encantada com o absurdo de coisa que poderia aprender naquela biblioteca infinita por meio de sites de pesquisa, revistas e livros gratuitos.

Também me apaixonei pela criatividade dos banners publicitários e a imensidão de gifs animados.

Meu sonho era produzir um site e aprender a desenvolver gifs animados. Eu tinha uma pasta cheia deles, fazia download de tudo que via. Matuto é o cão.

Gastava 40% do meu parco salário com internet. Muitas vezes a conexão caía a cada três minutos e reconectava automaticamente, fato que causava mais prejuízo no bolso.

Comecei a me interessar por linguagem HTML, estudava manuais e fiz a assinatura de algumas revistas de informática.

Com ajuda de uma ferramenta gratuita, desenvolvi um site sobre a cidade onde morava. Era uma coisa tosca, mas funcionava bem e eu recebia muitos feedbacks de nativos e turistas.

Em 1999 formei um grupo de discussão chamado ‘Migos e Migas’. A gente se comunicava por correio eletrônico e se encontrava anualmente. Muitas pessoas não tinham nem endereço de e-mail ainda.

Fui uma espécie de nerd na minha cidade e daí foi um passo para ingressar como editora do primeiro jornal que trabalhei, um informativo local tipo revista.

Em 2005 desatei a estudar mais, cursei turismo e hotelaria, em seguida jornalismo e, por último, letras com habilitação em português.

Aperfeiçoei técnicas de redação, reportagem fotográfica, comprei uma câmera melhor e nunca parei de buscar informação e conhecimento.

Tenho uma mente que fervilha ideias praticamente o tempo todo e sou de pouquíssimos amigos. Por isso, senti a necessidade de começar um blog.

Chamava de “blog pensante – um lugar para desovar as ideias”, hoje chamo simplesmente de Blog da Monique, espaço que mantenho desde 2009.

Não demorou muito pra eu fundar o meu próprio jornal, o Folha Ubajarense (na cidade de Ubajara-CE).

Minha relação com o Folha Ubajarense sempre foi de amor e ódio. Mas é uma longa história. É que eu era responsável pela redação, reportagem fotográfica, revisão, edição, diagramação, venda de anúncios e ainda colaborava nas entregas.

Anos depois, desisti da versão impressa por conta dos custos e investi na digital até 2011, quando me mudei da cidade. O site continua disponível na internet e é fonte de pesquisa para alunos que buscam informações acerca da história local.

Com a mudança para outros ares, fundei o Portal da Imprensa, um jornal impresso com distribuição gratuita em sete municípios, disponível também na versão online. Durou pouco tempo, pois acabei voltando para a Serra da Ibiapaba. É que a cachaça daqui é boa!

Em 2018, escrevi o e-book: A Surpreendente História de Uba e Jara, uma saga romântica de alta periculosidade. É uma revelação bombástica sobre os indígenas que habitaram a Serra da Ibiapaba desde os primórdios…

Hoje, estou cursando pós-graduação em EAD e as novas tecnologias. Sou certificada em Marketing de Conteúdo, atuo como freelancer home office. Ou seja, continuo na sofrência.

 

[HUMOR] Leia também: A surpreendente história de Uba e Jara
Reza a lenda que foi numa tarde ensolarada de janeiro que Uba e Jara se conheceram. Uba, o índio, tomou o último gole do chá da folha de bamburral, porque estava se recuperando de uma terrível diarreia. Conheça a surpreendente história que origem ao topônimo UBAJARA.

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