O jornalismo e o fim do diploma

logo21Eu deveria estar feliz com o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalista, afinal eu exerço essa atividade há mais de 5 anos e não tenho formação nessa área, mas não há motivos para comemorar. A notícia veio como uma bomba e algumas pessoas logo se lembraram de mim. Minha mãe me ligou: _ Nique, dá uma olhada no Jornal Nacional, vai passar uma notícia sobre jornalismo que você tem que ver. O amigo Cunha Neto deixou na minha caixa de correios uma página do Jornal Diário do Nordeste com a matéria: “STF decide pelo fim do diploma para jornalista”.

logo3Quando criança eu mantinha um jornal fictício de uma leitora só, eu mesma, intitulado ‘Diário do Pedestre’, onde um repórter chamado Babau cobria todas as matérias. Jornalismo é minha paixão, é a minha cachaça. Não pude cursar por falta de oportunidade, então estudei turismo, iniciei uma pós em administração e marketing e hoje estudo letras. Pra mergulhar na cachaça do jornal impresso li alguns livros de nomes consagrados como Ricardo Noblat e Zuenir Ventura, entre outros. Só é lamentável que Ubajara, cidade onde moro, seja um lugar tão atrasado intelectualmente.

logo1Coibir pessoas inteligentes a atuar na área da comunicação sem formação em jornalismo é um fato radical e esse tipo de proibição fere a liberdade de expressão, sim. A criatividade de outros profissionais não pode ser abortada. Por outro lado, o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista é prejudicial, pois desmotiva as pessoas a cursar a faculdade. Vamos ser francos. Nossas universidades ainda deixam muito a desejar, mas o conhecimento, a arte e a técnica jamais serão irrelevantes. Fazer jornalismo não é como preparar uma receita de bolo, é preciso saber fazer, há conceitos, regras. Mas não podemos esquecer que talento e ética são requisitos essenciais para qualquer profissão, e ambos não se aprendem na faculdade.

Anúncios

3 comentários sobre “O jornalismo e o fim do diploma

  1. Infelizmente, como para tudo ou quase tudo em nosso País tem um jeitinho…
    o chamado ‘jeitinho brasileiro’, os profissionais, pessoas competentes e intelectualizadas tornaram-se quase marginais.

    Saber fazer uso da palavra, ter boa oratória, conhecer a ortografia correta das
    palavras e as regras gramaticais é privilégio de poucos! E, dentre estes poucos,
    muito poucos conseguem articular as idéias e adequar os discursos às situações de forma oportuna e apropriada.

    Que moral tem um jornalista que comete erros ao transmitir notícias ou narrar fatos em rede nacional para todo país, cometendo erros inescusáveis ao utilizar erroneamente o vernáculo? É assim que, diariamente ouvimos uma série de absurdos e neologismos de pseudo-intelectuais.

    Para não criticar somente a classe jornalística, a advocacia também possui
    exemplares depreciativos à classe,signatários de vedadeiros atestados de ignorância, quando além de obrigatoriamente utilizarem a palavra como instrumento de comunicação no exercício de seu mister, deveriam com maestria saber usá-la como argumernto eficiente na defesa do direito alheio!

    É desta forma que um intelectual, um cientista, e pessoas que possuem um
    potencial profissional e intelectual, são todos, desvalorizados, preteridos e
    perdem espaço para figuras medíocres como a do projeto de cantora que
    falar de ‘prazer com a prática de sexo anal’ em revista masculina, prostitutas de luxo travestidas que como pseudo-modelos rodaram o mundo nas mãos de todo mundo e que prestes a um final-de-carreira assumiram o lugar de apresentadoras genéricas de tv por haverem tido a sorte de haver se envolvido com clientes abastadose posteriormente ratificados perante à sociedade como maridos ou pseudo-maridos, cantores de pagode, jogadores de futebol e pseudo-atrizes, ou analfabetos funcionais alçados a cargos públicos pelos trampolins dos palanques, com Q.I. de ostra e demais frutos-do-mar.

    Então, é de se perguntar: De que vale estudar e trabalhar tanto, se alguém
    que irá cantar um sambinha, chutar uma bolinha e chacoalhar uma bundinha,
    terá melhores oportunidades e chances de um futuro mais tranquilo do ponto de vista financeiro? De que valerão as exaustivas pós-graduações, mestrados,
    doutorados e pós-doutorados, em um lugar aonde a maioria que detem o poder
    é corrupta e PHD em safadeza, alguns com tradição hereditária, que a transmitem de geração em geração???

    Não estou comparando profissões mas a desproporção na valorização das mesmas como exemplo de injustiça e desigualdade social. Como a defesa dos
    direitos humanos e preservação da cidadania do infrator que arruina a Sociedade pode ser mais importante e até priorizada em relação aos direitos do cidadão honesto e trabalhador e dos investimentos em áreas de visceral
    importância como a da Saúde e da Educação???

    É assim, que muitas inteligências de nosso País são desperdiçadas e que muitos cidadãos que realmente gostariam de ter acesso à educação são frustrados em suas vocações e objetivos acadêmicos e profissionais. É
    desse jeito que um cidadão de bem tem sua boa amordaçada, sua voz
    silenciada e que um bandido-mor, potestade do crime organizado tem
    direito à holofotes, à voz em rede nacional, a exercer a prerrogativa
    da barganha da delação premiada com a Justiça, aonde ele ao final vira
    senhor da situação e o ‘dono da bola’ com direito também a cortejo por
    via terrestre e deslocamentos por via aérea às custas do povo que trabalha e
    transpira lágrimas de sangue para levar para casa o sagrado pão de cada
    dia.

    De que precisamos mais: de prisões ou de escolas e universidades???
    Cada tijolo que é retirado de uma escola, de uma faculdade, é uma
    arma colocada na mão de um bandido, uma prisão que se constrói para
    abrigar o ócio e financiar a univesidade do crime.

    Enquanto a desordem, a corrupção e a inversão de valores imperarem, a
    Justiça será tratada como o vira-latas faminto e atordoado, que caído de um
    caminhão de mudança, caminha errante e sem destino pela rodovia.

    Quem tem comprovada capacidade técnica para exercer uma profissão poderá ser enquadrado ou questionado como marginal por irregular exercício da profissão e quem nunca teve profissão definida poderá posar como profissional e publicamente vangloriar-se perante à mídia nacional e estrangeira, em razão do dinheiro legitimar as falcatruas, conseguir calar a boca e cercear os atos de quem deveria e poderia falar e agir em nome da Lei em defesa da Sociedade.

    Em resumo, nada mais adequado para ilustrar a situação do que o sonoro bordão de autoria do famoso e respeitado representante da classe jornalística, Bóris Casoy: ‘Isto é uma ver-go-nha!’.

    Curtir

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s