Um tributo ao falso amigo

Na adolescência, quando comecei a me socializar com os terráqueos ao meu redor, eu tive muitas decepções. Mentira, traição e a falta de caráter das pessoas eram coisas que me deixavam em total estado de indignação. Munida de uma lata de spray, grafitei o muro de um terreno baldio com o seguinte letreiro:

“A HUMANIDADE FEDE!”

Hoje o odor é o mesmo, a diferença é que a indústria de desodorantes evoluiu muito e já é possível até adquirir um com proteção de 48 horas.

Quem tem muitos amigos não tem nenhum. Por isso meu número de amizade é cada vez mais restrito. Não sou estrela de cinema para ter a minha vida debatida numa entrevista coletiva. O falso amigo é como lobo em pele de cordeirinho. Sempre tão dócil, tão amável, tão ouvinte, tudo para coletar informações da sua vida e guardar num banco de dados para uso posterior. Não é à toa que Renato Russo fez tanto sucesso com o público jovem em hits como: “Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim…”.

Há no falso amigo algumas particularidades relevantes. O falso amigo é aquele que te admira muito mais do que um amigo do peito. Ele verdadeiramente se interessa em saber tudo a seu respeito, quer ler tudo o que você escreve, ou seja, te acompanha como se você fosse uma novela. O falso amigo faz juz ao ditado que diz: “quem desdenha quer comprar”.

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