Sobre o meu pai

buddydanMeu pai era um cara bacana, sabe. Não era um homem de posses. Simples, modesto, generoso, batalhador.Ria que gargalhava do desenho dos Flinstones. Adorava uma caninha, por isso deu uma risada de cumplicidade quando a empregada encontrou um litro de vinho debaixo da minha cama.

Diversas vezes foi acordado no meio da madrugada por algum vizinho que precisava levar um filho ao médico e ia com toda boa vontade. O nosso telefone tocava o dia todo porque a comunidade do bairro ainda não possuía esse meio de comunicação, e lá em casa a filosofia era: “Quem atende vai chamar”. Cansei de andar por aquelas ruas do bairro Monte Castelo pra dar um recado ou chamar alguém a vir atender um telefonema.

Ele tinha uma maneira de se comunicar, um jeito natural de educar só através do olhar. Não conversamos sobre o que é certo ou errado. Ele nunca me disse que mentir e caluniar era feio, mas eu sempre entendi que essas são atitudes mesquinhas.

Conceitos como respeito, dignidade e compaixão eu adquiri naturalmente através das atitudes dele e da vida que aos poucos foi me mostrando. Receio que se meu pai tivesse no papel de homem afortunado, não teria me ensinado tanto, porque muitas vezes o dinheiro corrompe as virtudes.

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6 comentários sobre “Sobre o meu pai

  1. SuperMonique, definitivamente vc é um gênio… Além de linda, humilde… Me lembro ter ligado em sua casa pra falar com a minha avó e seu pai ou sua mãe me atendiam com imensa atenção e carinho… Quantas saudades!
    Hoje, minha vó já falecida, era fã de seus pais. Aproveitando a oportunidade, quero agradece-los por todas as vezes que me proporcioram a falar com a minha amada vó.
    Conselho:
    segue em frente e conquiste seu espaço… Ubajara tem Q reconhecer o valor que você tem.

    Bjs

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  2. Monique,

    Aff, só tu mesmo, viu … Enchi os olhos dágua lembrando dele assistindo desenho animado…

    O pai era um fofo, em sua plenitude. Eu tenho orgulho de ser filha dele, inteligencia emocional pura.

    Lembra que ele nunca agredia a gente por nada? Um dia te deu um tapinha e morreu de desgosto? Ele levantou a mão pra mim uma vez só (claro, eu joguei a comida embaixo da geladeira, kkkk, toda revoltadinha), nem teve coragem de bater e depois pediu desculpas.

    Aqueles olhos enormes e brilhosos dele, que felizmente nós três herdamos, falavam mais que 1000 bocas.

    Te amo.

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  3. Bom Dia!

    Monique, meu nome é Karina Rosa Macedo, pelo que percebi você chegou a trabalhar com Edmundo Macedo (meu pai) embora muita gente não saiba que ele teve uma filha fora do casamento, hoje tenho 27 anos sou casada tenho 1 filho de 7 anos, na verdade a família dele sempre soube que eu exixtia porém ignorava esta ídeia, até meus 20 anos tive contato com ele, as vezes por telefone outras vezes pessoalmente, a ultima vez que estive com ele foi em 2002 estava grávida marcamos um encontro no Shopping Morumbi em SP e ali conversamos bastante, como se fosse uma despedida, com isso ele me ligou algumas vezes, porém mudei de cidade e ficou mais dificil de marcar encontros, meu filho nasceu e passado alguns anos começou a me perguntar sobre o meu pai (o avô dele) e fiquei incomodada pois não tinha mais informações sempre que ligava na casa dele a esposa dele era muito estúpida comigo e desligava o telefone na minha cara, fiquei muito chateada com estas atitudes, pois sei que não deve ser fácil para ela, mais eu era a pessoa que menos tinha culpa desta situação……….
    Algum tempo depois voltei a telefonar e foi aí que ela me informou que ele tinha falecido, fiquei sem “chão” pois não esperava que até isso a família me excluiria, porém não espero nada desta família pois sei que eles pensam que meu interesse era pelo bens que ele possuia, hoje sou uma mulher tenho minha profissão, uma família linda, que tudo que conquistei agradeço a minha mãe pela eduacação que ela me forneceu (mesmo sem a presença do meu pai ao meu lado) ela foi mãe e pai ao mesmo tempo.
    Estou entrando em contato com você pois queria conhecer mais sobre este homem “Edmundo Macedo” para que possa mostrar para meu filho um pouco mais de como foi seu avô, se você tiver algumas fotos dele alguns relatos e puder me encaminhar te agradeço.

    Karina Macedo

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