A criminalidade no interior

Recentemente o noticiário mostrou dois fatos lamentáveis ocorridos no Parque Nacional de Ubajara e muita gente viu a cidade como um bicho papão. A verdade nua é que existe sim violência no interior, não com a mesma proporção que nas grandes cidades, mas se o descaso das autoridades e a impunidade nesse país continuarem no patamar em que estão, a criminalidade entre as duas vai ficar mais nivelada.

O caso da americana violentada e assaltada causou indignação em todos. Também pudera, Ubajara sempre foi conhecida como uma cidade tranqüila. Os três malfeitores, usuários de droga, foram presos em flagrante e cumprem pena no presídio de Sobral. Um deles foi socorrido no Hospital da Santa Casa, vítima de estupro por presos revoltados. A americana, em entrevista, afirmou que a violência é um problema no país e que não teve má impressão da cidade. Defensora dos direitos humanos em luta contra a violência, é conhecedora do assunto. Dias depois, um turista da Polônia foi encontrado morto nas proximidades da Cachoeira do parque. Sem a presença de um guia, o rapaz entrou pela trilha e sofreu um acidente fatal quando provavelmente fotografava a paisagem, pois sua máquina fotográfica entre outros pertences foram encontrados junto ao corpo.

Cidades como Tianguá e, pasmem, Ibiapina, ambas vizinhas de Ubajara, registram casos por vezes hediondos de criminalidade. Assim mesmo, e não se sabe por quanto tempo, o interior como sinônimo de tranqüilidade ainda predomina, bem como o velho hábito de pessoas ao pé das calçadas e praças e ainda a costumeira fofoca daquelas pessoas que sabem mais da sua vida que você mesmo – essas jamais entrarão em extinção.

A mídia, em suas mais variadas formas, exerce papel fundamental no mundo do bang bang. Suzane Von Richthofenvoltou para as grades sobretudo pela falta de talento para representar. Será que ela estaria presa hoje não fosse a mídia em rede nacional? Daí a importância do jornalismo como um transformador da realidade, como ferramenta que escancara a verdade e tem efeito de empurrão para que as autoridades tomem providências em nome da “justiça”.

Como acabar com a violência e a bandidagem num país em que as próprias autoridades fazem uso delas ?
Se ver o sol nascer quadrado continua sendo a única forma de punir, o sistema penitenciário deve ser revisto. As leis devem ser reavaliadas. A impunidade deve ser exterminada. Os presídios no Brasil estão superlotados, funcionando com 183% da capacidade. Existe regeneração para quem fica hospedado numa lata de sardinhas ?

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Um comentário sobre “A criminalidade no interior

  1. Se ver o sol nascer quadrado continua sendo a única forma de punir, o sistema penitenciário deve ser revisto. As leis devem ser reavaliadas. A impunidade deve ser exterminada. Os presídios no Brasil estão superlotados, funcionando com 183% da capacidade.Temos proficionais capacitados para esta missão, cobrir os olhos não resplverá está situação,sabemos disto.

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