Minhas quase férias em Jeri

Férias de verdade só pra vocês que são normais, recebem décimo terceiro e tudo o mais. Eu faço parte da classe sofrida dos jornalistas – mas tirei uns dias de folga para revisitar o litoral de Jericoacora. Exceto pelo fato de que estar lá é ter a nítida sensação de ser assaltado o tempo todo, Jeri é um lugar abençoado, um celeiro cultural. Na praia sempre é possível esbarrar com um grupo de capoeiristas treinando, pessoas lendo, praticando ioga, entre outras atividades.

A vida noturna em Jeri é uma comunhão de artistas. Lá, é possível ouvir música de qualidade em qualquer lugar que se vá. Incrível é que existe respeito pelo outro e o volume do som sempre é sutil, coisa que não se vê por aqui. Na Pizzaria do Banana, um sonzinho de violão abria a noite. De repente, eu me assustei com o que vi: o violão não era mais um mero instrumento musical. Era um brinquedo. O sujeito fazia inúmeros acordes com o instrumento na horizontal, e até nas costas – um tipo de som que eu ainda não sabia que era possível sair de um simples violão.

Sky, nome do barzinho popular de frente para o mar, exibe um cardápio escrito de giz, numa lousa pendurada na parede. A simplicidade singela e criativa desse e de outros detalhes em Jeri é um constraste com os preços exorbitantes (a menos que sua moeda seja o dólar…). Mas a verdade é que qualquer lugar onde é possível andar de chinelos o tempo todo tem boa caipirinha – principalmente os bares mais modestos, como o da Lagoa de Tatajuba ou Lagoa Azul.

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